Frederico Sabino mostra ao mundo sua poesia, através do Rap Filosofia

Squizo
    Frederico Sabino, mais conhecido como Frederico Squizo, é do tipo polivalente. Apesar de ser estudante de publicidade e propaganda, hoje, sua maior expressão se dá através da música. O rap é o estilo eleito por ele, que vai além e se envereda por caminhos mais profundos e reflexivos através do “rap filosofia”, um estilo que mescla poesia e ritmo, propondo questionamentos a partir das suas letras provocativas. “Tento trazer a filosofia com uma linguagem mais cotidiana. É a minha interpretação do que leio, vejo e vivo”, explica. A partir do rap, Frederico também conheceu o “beat box”, que consiste no batida feita através da boca. “O ‘beat box’ é o ritmo. Juntou com a poesia e virou rap”, retrata.


Dando uma palhinha no "beat box"
    
    A história de Frederico no rap começou na FACHA, onde ele teve a oportunidade de conhecer pessoas que já se aventuravam por esse estilo musical. “Nos juntamos com uma galera de Botafogo e essa união deu origem a um movimento de rap que se disseminou por todo o Rio de Janeiro”, lembra.  O projeto ganhou força e eles fundaram o Circuito Carioca de Ritmo e Poesia, que hoje recebe incentivos da prefeitura. O projeto consiste em rodas de rima, que acontecem toda semana em diversos lugares da cidade. “O legal desse trabalho é que ele também incentivou outras pessoas pelo país. Hoje existem rodas em Goiânia, Brasília e Minas Gerais, inspiradas na nossa”, evidencia.

    Na faculdade, Frederico também procura estar atento aos movimentos culturais, mas acredita que a FACHA deveria investir mais nesses projetos. “Já participei dos dois “Encuca Facha”. Mas é só esse movimento que conheço. Creio que, por ser uma faculdade que agrega muitos jovens e mentes criativas, deveria se investir mais em música”, expõe.

    Além do seu projeto como “rapper” e da faculdade de publicidade, ele também leva um trabalho como produtor musical, inclusive, ele mesmo se produz. “Tenho um estúdio onde gravo minhas músicas. Corri muito atrás para conseguir, fiz muita coisa sozinho”, declara. Contudo, Frederico deixa claro que não se trata de narcisismo. Hoje, ele possui um site e “fan pages” nas redes sociais, frutos da sua dedicação ao projeto. “A faculdade me despertou a curiosidade de conhecer a fundo as mídias sociais. Assim criei meu site e alguns blogs em que escrevo”, conta.


Apresentação no Circo Voador
    No entanto, apesar de ser apaixonado pelo rap, Frederico acredita que viver de música, hoje, é algo um tanto utópico. “É um mercado muito segmentado e solidificado. São grupos específicos que vão fazer fama”. Além disso, Os “hits” lançados pelos novos artistas são, segundo ele, muito efêmeros. “Não é isso que quero para mim. Antigamente, os músicos lançavam seus trabalhos que, muitas vezes, se imortalizavam. Hoje, a mensagem de uma música dura apenas alguns meses”, destaca. “Já tive esse pensamento de que tudo seria mais fácil, mas a gente cresce e vê a realidade. Antes, eu queria ser ‘do bem’, mas como já dizia um ‘brother’ meu, ‘não adianta ser do bem, tem que ser bom’”, completa.

Algumas músicas:



Para mais músicas acesse o Soundcloud SquizoRJ

Por Nataly Lima

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