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| Pierre |
Além de atualmente trabalhar como gerente organizacional da produtora Multi Rio, Pierre Viana Meireles também é produtor e diretor de cinema. Ele alterna seu trabalho na produtora com projetos pessoais. Aluno da FACHA, conheceu o professor e diretor de teatro Pedro Murat, que o convidou para dirigir o curta metragem “Nahjong”.No alto de seus 41 anos, Pierre representa a prova de que não há limite de idade para se ingressar em uma faculdade na busca de conhecimento.
Porém,
como muitos jovens Pierre não sabia que carreira buscar. Ele já estava com 19
anos, e como sempre gostou tanto de cinema como de fotografia, uniu o útil ao
agradável e decidiu fazer um curso com o renomado diretor de fotografia Walter
Carvalho. O curso mexeu com a cabeça do jovem. Meses se passaram até que Pierre
criasse coragem para bater na porta do seu recente professor. O emprego tão desejado
não surgiu naquele momento, mas Walter passou uma tarefa para seu pupilo. Pediu
para que ele usasse todos os dias um rolo de filme, na bobina como era
antigamente, para tirar fotografias de qualquer tipo.
Com
a máquina fotográfica em mãos, mas ainda com pouca experiência, Pierre
precisava ganhar dinheiro e conseguiu uma vaga como fotógrafo do jornal “O
Fluminense”, de Niterói. Depois de muito
trabalho na mídia impressa, o tão aguardado telefonema aconteceu. Seu antigo
professor lhe convidava para uma vaga de assistente de fotografia no filme “O Amor está no ar”, de Hamilton de
Almeida. Vale lembrar que o Brasil vivia a era Collor. O presidente alagoano
havia acabado com a Embrafilme, única instituição que na época permitia captar
recursos para produções audiovisuais.
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| À direita, de azul, Pierre registrando uma entrevista com o então ministro dos esportes, Orlando silva, no Maracanã durante o Panamericano de 2007 |
Segundo,
Pierre, era um tempo em que pessoas vendiam seus apartamentos para bancar a
finalização de um filme. Era o Brasil de forma arcaica dependendo do mecenato
para poder filmar. Com o passar dos anos o panorama cinematográfico brasileiro
mudou. Novos órgãos para captação de recursos foram criados e Pierre passou a
trabalhar com mais regularidade como assistente de fotografia. Ele assinou sua
participação em filmes como “Pequeno Dicionário Amoroso”, “Bossa Nova” e
“Policarpo Quaresma, o Herói do Brasil”.
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| Pierre, de bermuda e all star, passando orientações durante as gravações do curta "Mahjong", em que é diretor |
Hoje
ele divide seu tempo entre os filmes de conteúdo educacional que produz na
Multi Rio, com o curso de jornalismo e os vários editais que permitem que dê
cabo de seus projetos. Figuras como Pierre só fazem acrescentar ao meio
acadêmico. Serve de exemplo para jovens que ainda não descobriram qual caminho
trilhar, e também para aqueles que enxergam a faculdade apenas como um degrau
para o mercado de trabalho. Fica a lição de que a busca nunca é em vão, e que o
caminho para o conhecimento jamais termina.
Por Bernardo Lacombe
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